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Bom Fim · Porto Alegre — RSImpressão tipográfica em relevoOficina aberta desde 1997

A tinta entra no papel.

Letterpress de verdade: clichê, tinta e pressão. Cada folha passa uma única vez por baixo da Heidelberg e sai com o desenho do tipo afundado no algodão — papel que se lê com os dedos. Cartões, convites e papelaria em pequena tiragem, na Rua Barros Cassal desde 1997.

Prensa tipográfica Heidelberg Tiegel em operação, com o braço de sucção girando sobre a folha de papel
Tiegel nº 1 · Heidelberg 1962 · 2.800 impressões por horaFig. 1

Barra de controle da prova — Preto 100/60 · Vermelho 032 a 100/60/30/12 · Registro conferido à mão, folha a folha

01 O que sai da prensa

Seis maneiras de marcar uma folha

Tudo composto, gravado, impresso e acabado dentro do galpão da Barros Cassal. Nada é terceirizado — nem o clichê, nem o refile.

01

Cartões de visita em algodão

Papel 100% algodão de 300 a 600 g/m², sem árvore e sem branqueador. Uma cor, duas ou três — e a mordida ajustada até você sentir o tipo com o polegar antes de ler.

a partir de 50 unidades · 14 gramaturas em estoque

02

Convites de casamento

Suíte completa: convite, envelope forrado, cartão de mesa e save the date. Endereços compostos em chumbo, um a um, quando você quiser o nome do convidado impresso de verdade.

a partir de 30 convites · prazo de 3 a 5 semanas

03

Papelaria para cafés e marcas

Cardápio, etiqueta de grão, saco de pão, tag de roupa, papel timbrado, selo de fechamento. Peças pequenas, repostas sempre — o clichê fica guardado com o nome da casa.

reposição em 5 dias úteis · clichê já gravado

04

Hot stamping

Folha metálica aplicada a quente, com pressão e calor: ouro fosco, ouro brilho, cobre, prata, preto fosco e holográfico. Fecha bem com relevo seco na mesma peça.

6 folhas em estoque · matriz de latão sob medida

05

Relevo seco

Sem tinta nenhuma: só o clichê contra o papel. O desenho aparece pela sombra, não pela cor. Funciona melhor em algodão grosso e é o acabamento mais pedido em monograma.

ideal em 600 g/m² · veja o exemplo no espécime

06

Corte, vinco e pequenas tiragens

Faca de aço cortada sob medida para formatos que não são retângulo, mais vinco de dobra, canto redondo e borda pintada. Guilhotina Krause de 1971 para o refile.

faca própria a partir de R$ 340 · fica com você

02 Espécime

A caixa de tipos da casa

Oitenta e nove gavetas de chumbo e madeira, herdadas de cinco tipografias que fecharam entre 1998 e 2011. Tudo abaixo existe fisicamente, no fundo da oficina.

Prova nº 4 · tirada em 12 de março de 2026Algodão 300 g · 1 cor · Tiegel nº 1

72 pt

Chumbo

Egípcia de madeira · gaveta 1
48 pt

e papel

A mesma, sem tinta · relevo seco
36 pt

Prensados

Clarendon chumbo · gaveta 7
24 pt

um contra o outro,

Garamond itálico · gaveta 12
14 pt

desde 1997, no Bom Fim, na Rua Barros Cassal, 588.

Garamond redondo · gaveta 12
8 pt

Todo dia útil, às 8h04, a Tiegel nº 1 começa a bater — e metade do quarteirão já sabe que a oficina abriu.

Grotesca estreita · gaveta 23

A linha de 48 pt acima está em relevo seco: o mesmo tipo, a mesma pressão, tinta nenhuma. É o desenho que a sombra faz no algodão. Peça uma prova pelo correio — mandamos um cartão impresso para o seu endereço, de graça, uma vez por cliente.

03 A oficina

Vinte e nove anos batendo no Bom Fim

A Prensa abriu em outubro de 1997 num galpão de 96 m² na Rua Barros Cassal, 588, a três quadras da Redenção. Começou com uma Minerva de pedal comprada de uma gráfica que fechava na Voluntários da Pátria, um caixotim de tipos de chumbo e nenhum cliente.

Aldo Brancher aprendeu o ofício aos 15 anos, em 1971, na Tipografia Cordeiro, na Rua dos Andradas. Quando a fotocomposição chegou e as tipografias da cidade começaram a vender as máquinas a peso de ferro-velho, ele e Teresa Feldman fizeram o contrário: compraram. As duas Heidelberg Tiegel de 1962 vieram de Caxias do Sul em 1999, num caminhão emprestado, e levaram sete meses para voltar a rodar.

Hoje são cinco pessoas, duas Tiegel, uma guilhotina Krause de 1971 e 89 gavetas de tipos. Nada aqui é automático: a pressão é calibrada folha a folha, com calços de cartão, até a mordida ficar no ponto — funda o bastante para se sentir com o polegar, rasa o bastante para não furar o papel do outro lado.

  • 01
    Aldo BrancherFundador · impressor da Tiegel nº 1
  • 02
    Teresa FeldmanSócia-fundadora · composição e clichês
  • 03
    Marina BrancherDireção de arte e fotolito
  • 04
    Jonas KirschImpressor da Tiegel nº 2 · desde 2009
  • 05
    Rosália PedrosoAcabamento, corte e vinco
Interior do galpão da tipografia, com as duas prensas Heidelberg lado a lado sob luz de claraboia
Galpão dos fundos · Barros Cassal, 588Fig. 2
Gavetas abertas de uma caixa tipográfica, com tipos de chumbo organizados por corpo
Gaveta 12 · GaramondFig. 3
Mãos aplicando tinta vermelha com espátula sobre o tinteiro da prensa
Vermelho 032 · tinteiroFig. 4

04 Em números

O que duas prensas fazem em 29 anos

29anos de prensa, sem mudar de endereço
4,2 mifolhas impressas nas duas Tiegel
12.480clichês abertos e gravados na casa
2.870casamentos convidados em papel

05 Do arquivo à folha

Quatro etapas, nenhuma apressada

Arte e fechamento

Você traz o arquivo em curvas, uma cor por camada, ou a Marina desenha com você. Vetor puro: letterpress não perdoa meio-tom nem degradê. Traço mínimo de 0,25 pt.

2 a 3 dias úteis

Fotolito e clichê

O fotolito sai em filme e o clichê de fotopolímero é gravado, lavado e curado aqui mesmo, na pia do fundo. Uma chapa por cor. Depois de gravado, ele é seu.

1 dia útil

Impressão

O clichê sobe na Tiegel, o Aldo ou o Jonas calibram a mordida com calço de cartão e tiram uma prova. Se a profundidade estiver certa, roda. Cada cor é uma passada.

4 a 6 dias úteis

Acabamento

Guilhotina Krause para o refile, faca sob medida para corte e vinco, canto redondo, borda pintada e hot stamping. A Rosália confere folha por folha antes de embalar.

2 a 3 dias úteis

Impressor conferindo a profundidade da mordida em uma folha recém-saída da prensa, contra a luz
Aldo Brancher calibrando a mordida na Tiegel nº 1, terça de manhãFig. 5

06 O ofício

Por que isto demora (e por que vale)

A prova sai em papel, nunca em tela

Antes de rodar a tiragem, imprimimos uma prova na própria Tiegel, no papel que você escolheu, com a tinta que você escolheu. Profundidade de mordida não se decide num monitor: se decide com o polegar. Se a prova não agradar, ajustamos e tiramos outra.

A mordida é calibrada à mão, folha a folha

A pressão da Tiegel se acerta com calço de cartão atrás da matriz, milímetro por milímetro. Papel de algodão varia de lote para lote — o mesmo 600 g de janeiro não é o mesmo de junho. Por isso ninguém aqui aperta um botão e vai tomar café.

Papel de algodão, sem árvore e sem truque

Estoque permanente de 14 gramaturas em algodão 100%, de 300 a 600 g/m², sem branqueador óptico — por isso o branco é quente, e não azulado. Também trabalhamos com papel feito à mão por uma oficina de Nova Petrópolis, quando o projeto pede.

O clichê é seu, e fica numa gaveta com seu nome

Fotopolímero gravado aqui é guardado por cinco anos, identificado. Repor 100 cartões ou mais uma leva de etiquetas não recomeça do zero: você paga a impressão, não a gravação de novo. Se quiser levar o clichê embora, é só pedir.

Pequena tiragem é a regra, não a exceção

Rodamos a partir de 50 cartões e 30 convites, sem cobrar pedágio por isso. Em compensação, somos honestos: se você precisa de 20 mil folhetos para amanhã, não somos nós. Indicamos uma offset boa aqui do lado e todo mundo sai ganhando.

07 Quem já pegou na mão

Palavra de cliente

Passei seis anos mandando cartão para gráfica online e recebendo aquilo achatado, morto. Trouxe o mesmo arquivo aqui, o Aldo tirou uma prova e me chamou para sentir com o dedo. Não dá para desver. Meus clientes agora pedem “aquele cartão que afunda”.

Bruna WeckerDesigner gráfica · Cidade Baixa

Fizemos 180 convites com relevo seco no monograma e o nome de cada convidado em vermelho. A Teresa compôs os endereços em chumbo, um a um, e a gente ficou duas horas na oficina só olhando. Dois anos depois, ainda tem gente com o nosso convite preso na geladeira.

Camila Ferraz e Rafael AnselmiCasaram em março de 2024 · Petrópolis

Cardápio, etiqueta de grão e saquinho, tudo em algodão 300. Reponho as etiquetas a cada dois meses e nunca refizemos o clichê — está lá na gaveta com o nome do café. Sai mais barato do que as pessoas imaginam, e o cliente pega na mão de um jeito diferente.

Otávio SperbCafé Ladeira · Independência

08 Tiragens

Preço de cartão, fechado

Valores para cartão de visita, o trabalho mais pedido da casa. Já incluem clichê, prova impressa e refile. Sem surpresa no fim.

Prova de ofício

100 cartões · 1 cor

A partir deR$ 690

  • Papel algodão 300 g/m²
  • Uma cor de tinta, à sua escolha
  • Um clichê de fotopolímero incluso
  • Refile na guilhotina Krause
  • Uma prova impressa antes da tiragem

Pronto em 8 dias úteis

Mais pedida

Tiragem de casa

250 cartões · até 2 cores

A partir deR$ 1.280

  • Papel algodão 600 g/m² duplex
  • Até duas cores, ou uma cor + relevo seco
  • Dois clichês inclusos
  • Canto redondo ou borda pintada
  • Duas provas de mordida, sem custo

Pronto em 10 dias úteis

Tiragem cheia

500 cartões · até 3 cores

A partir deR$ 2.240

  • Algodão de 300 a 600 g/m²
  • Até três cores + hot stamping
  • Corte e vinco com faca sob medida
  • Embalagem em envelope kraft numerado
  • Clichês guardados por 5 anos

Pronto em 12 a 15 dias úteis

Convites de casamento, cardápios e papelaria de marca são orçados por projeto, a partir de 30 unidades — depende do formato, do número de cores e do acabamento. Mande o arquivo (ou o rabisco no guardanapo) para oficina@prensatipografia.com.br e devolvemos em até 24 horas com prazo e preço fechados.

09 Dúvidas

Antes de mandar o arquivo

Cinquenta cartões de visita, trinta convites, cem etiquetas. Abaixo disso, o tempo de acerto da máquina custa mais que a impressão e o preço fica indefensável. Se você precisa de dez cartões para uma feira, imprimimos cinquenta e você guarda o resto — vai usar.

Os dois. Se já tem arte, mande em PDF vetorial, tudo em curvas, uma cor por camada, em escala 1:1 e traço mínimo de 0,25 pt. Se não tem, a Marina desenha: R$ 780 para um cartão, R$ 2.400 para uma suíte de convite. Também compomos em chumbo, se você quiser o desenho que só a máquina sabe fazer.

Honestamente: não, e ninguém deveria tentar. Letterpress é tinta sólida contra papel — meio-tom fica sujo, degradê fica manchado. O que fazemos é traduzir a imagem em traço, ou em duas ou três chapas de cor chapada sobrepostas, que é como se fazia em 1930 e continua bonito. A Marina resolve isso com você antes do fotolito.

Cartão simples: 8 dias úteis a partir da arte aprovada. Duas cores ou relevo: 10 dias. Convite de casamento com envelope forrado e endereço composto: 3 a 5 semanas — e pedimos que você procure a gente com três meses de antecedência, porque outubro e novembro lotam. Reposição com clichê já gravado: 5 dias úteis.

Pode, e a gente gosta. Visita à oficina toda quinta, às 15h, com hora marcada pelo WhatsApp — grupos de até seis pessoas. Dura uns quarenta minutos, dá para ver a Tiegel batendo, abrir as gavetas de chumbo e sair com uma prova na mão. É de graça, e não precisa ter trabalho conosco.

10 Visite a oficina

A três quadras da Redenção

  • EndereçoRua Barros Cassal, 588 — galpão dos fundos
    Bom Fim, Porto Alegre – RS · 90035-030
  • Telefone e WhatsApp(51) 3312-4907 · (51) 99164-2288
  • E-mailoficina@prensatipografia.com.br
  • Como chegarOito minutos a pé da Av. Osvaldo Aranha. O portão de ferro fica no meio do quarteirão, entre a Ramiro Barcelos e a Sarmento Leite, sem placa. Toque a campainha e insista: a Tiegel faz barulho.
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Horário da oficina

Segunda a quinta8h – 18h
Sexta8h – 17h
Sábado9h – 13h, só retirada
Domingo e feriadosfechado

Visita guiada: quintas, às 15h, com hora marcada. Grupos de até seis pessoas, quarenta minutos, e você sai com uma prova impressa na mão. A tinta seca em 24 horas — não guarde no bolso.